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Corina Machado diz que espera se tornar presidente da Venezuela ‘na hora certa’
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Brasil/Mundo

Corina Machado diz que espera se tornar presidente da Venezuela ‘na hora certa’

Redação com web

María Corina Machado afirmou que espera ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa” e prometeu transformar o país em uma nação livre e próspera. Em entrevista à Fox News após encontro com Donald Trump, a líder da oposição celebrou a queda de Nicolás Maduro e a posse interina de Delcy Rodríguez, além de destacar sua decisão simbólica de entregar a Trump a medalha do Prêmio Nobel da Paz, concedido a ela, gesto que gerou repercussão e explicações históricas por parte da opositora.

A líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, espera ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa”, declarou em entrevista transmitida nesta sexta-feira (16) pela Fox News.

“Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente”, afirmou na entrevista, gravada após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira, 15.

A atual líder do país, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas.

Trump descartou, por ora, pressionar por uma mudança de regime no país sul-americano e já manteve pelo menos uma conversa por telefone com Rodríguez, com quem está disposto a fortalecer os laços.

Questionada sobre o que aguarda a Venezuela agora, Machado respondeu: “Liberdade. E não só isso, teremos um país que será a inveja do mundo”.

A líder da oposição, que vivia escondida na Venezuela e deixou o país em dezembro com o apoio dos EUA para receber o Prêmio Nobel da Paz, decidiu entregar a medalha ao presidente Trump com uma dedicatória especial, um gesto que o presidente descreveu como “maravilhoso”.

O Instituto Nobel em Oslo esclareceu, ao tomar conhecimento das intenções de Machado, que o prêmio é pessoal e intransferível.

Em entrevista à Fox News, Machado ofereceu uma explicação baseada em eventos históricos para justificar sua decisão.

“Foi um momento muito emocionante. Decidi entregar a medalha ao presidente em nome do povo da Venezuela e expliquei a ele onde encontrei a inspiração”, disse ela.

“Duzentos anos atrás, o general Lafayette presenteou Simón Bolívar, o libertador dos venezuelanos, com uma medalha com a imagem de George Washington”, o primeiro presidente dos Estados Unidos, contou.

O general e marquês francês Lafayette (1757-1834) participou da Guerra da Independência americana e foi posteriormente uma figura-chave na Revolução Francesa de 1789.

“Bolívar guardou essa medalha até o fim de seus dias. Sendo assim, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está presenteando o herdeiro de Washington com uma medalha – neste caso, o Prêmio Nobel’, acrescentou.

Trump afirma ter resolvido oito conflitos em todo o mundo desde que assumiu o cargo, incluindo guerras com décadas de massacres, como a entre Camboja e Tailândia.

Por esse motivo, ele ambicionava abertamente o Prêmio Nobel da Paz de 2025, que acabou sendo concedido a Machado.

Redação com web

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