Conheça Jim Caviezel, ator americano que interpretará Jair Bolsonaro em filme
Jim Caviezel, ator americano conhecido por “A Paixão de Cristo” e por declarar posições antivacina e teorias conspiratórias, foi escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme Dark Horse. A produção, escrita por Mario Frias e dirigida por Cyrus Nowrasteh, pretende retratar Bolsonaro como um “vencedor improvável”, misturando fatos reais e elementos ficcionais sobre sua trajetória militar, política e o atentado de 2018.
O longa ‘Dark Horse’ (traduzida livremente como O Azarão), que revisita a campanha presidencial de 2018 e tem como ponto central a facada sofrida por Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), começa a tomar forma, e a escolha do ator que interpretará o ex-presidente tem chamado atenção tanto no Brasil quanto internacionalmente.
A direção ficará a cargo do norte-americano Cyrus Nowrasteh, enquanto o roteiro será assinado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP). De acordo com informações divulgadas pelo Estadão, o filme pretende apresentar Bolsonaro como um “vencedor improvável”, destacando seu histórico militar, sua trajetória política e iniciativas voltadas ao combate ao tráfico de drogas. O roteiro também sugere que teriam ocorrido outras supostas tentativas de assassinato, atribuídas aos mesmos responsáveis pelo ataque de 2018, sendo que o agressor Adélio Bispo será retratado com um nome fictício.
O ator escolhido para dar vida a Bolsonaro é Jim Caviezel, famoso por seu papel em “A Paixão de Cristo” (2004), dirigido por Mel Gibson. Seu nome já circulava há meses em perfis conservadores nas redes sociais, que o apontavam como a escolha “ideal” para interpretar o ex-presidente. Além de seu trabalho no cinema, Caviezel é conhecido por declarações polêmicas: já se posicionou contra vacinas — chegando a sugerir que elas fariam parte de um plano de despovoamento — e apoiou teorias conspiratórias envolvendo uma suposta “elite global”. Esses posicionamentos, alinhados a grupos de direita nos Estados Unidos, contribuíram para fortalecer a campanha online que defendia sua participação no filme.
O elenco também conta com o mexicano Marcus Ornellas na pele de Flávio Bolsonaro; o brasileiro Sérgio Barreto interpretando Carlos Bolsonaro; e o norte-americano Eddie Finlay como Eduardo Bolsonaro. As atrizes escaladas para viver Michelle e Laura Bolsonaro ainda não foram oficialmente anunciadas.
As filmagens começaram em 20 de novembro deste ano. A narrativa deve apresentar uma leitura mais idealizada da trajetória do ex-presidente, incluindo passagens ambientadas na década de 1980, quando Bolsonaro integrava o Exército e atuava em operações de combate ao tráfico de drogas.
A produção deve retratar o político como alvo de articulações envolvendo grupos de esquerda e organizações criminosas. Além do atentado cometido por Adélio Bispo — que no filme recebe o nome de Aurélio Barba —, o roteiro prevê cenas sobre outras tentativas de ataque que teriam ocorrido durante sua recuperação. A história também deve incluir o embate entre Bolsonaro e um traficante influente que, segundo a narrativa, ele teria ajudado a prender enquanto ainda servia às Forças Armadas.
Combinando fatos reais e elementos ficcionais, o longa dirigido por Cyrus Nowrasteh pretende mostrar o ex-capitão enfrentando diversos “conspiradores” empenhados em assassiná-lo, apoiando-se tanto em relatos do próprio Bolsonaro quanto em versões difundidas entre seus apoiadores.
O texto do filme é de responsabilidade de Mario Frias, ex-ator, deputado estadual pelo PL de São Paulo e ex-secretário da Cultura durante o governo Bolsonaro.
Jim Caviezel e Bolsonaro