Congressista exibe cartaz ‘Negros não são macacos’ durante discurso de Trump
Na resposta ao discurso do Estado da União de Donald Trump em 24 de fevereiro, o congressista democrata Al Green foi retirado da sessão depois de levantar um cartaz dizendo “Black people aren’t apes” (“Negros não são macacos”), em protesto contra um vídeo racista que Trump havia publicado e depois apagado nas redes sociais mostrando Barack Obama e Michelle Obama representados como macacos; o legislador permaneceu firme com o cartaz mesmo quando o presidente começou o discurso, até que foi escoltado para fora entre cânticos de “USA! USA! USA!” e resistência de outros parlamentares.
Um legislador democrata foi expulso nesta terça-feira (24) do discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União, depois de levantar um cartaz que dizia “negros não são macacos”, em referência a um vídeo racista de Barack e Michelle Obama publicado nas redes sociais do mandatário americano.
As imagens, publicadas e depois eliminadas do perfil de Trump na plataforma Truth Social, mostravam os Obama – o primeiro casal presidencial negro da história dos Estados Unidos – representados como macacos, o que provocou indignação em amplos espectros da política americana.
Nesta terça-feira, o veterano congressista Al Green, do estado do Texas, ficou de pé quando Trump chegou para fazer seu discurso na sessão conjunta do Congresso, e exibiu o cartaz de protesto antes que alguém na plateia aparecesse e tentasse arrancá-lo de suas mãos. Green permaneceu firme e continuou segurando o cartaz quando Trump iniciou seu discurso em horário nobre.
No entanto, o legislador foi retirado do recinto em meio aos cânticos de “USA! USA! USA!” (“Estados Unidos! Estados Unidos! Estados Unidos!”). No ano passado, Green brandiu sua bengala contra Trump e gritou com ele enquanto o presidente discursava no Congresso, o que provocou vaias de alguns republicanos presentes e fez com que ele fosse escoltado para fora do recinto.