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Comissão da Câmara aprova pedido para reforçar segurança de Vorcaro na prisão
Divulgação
Polícia

Comissão da Câmara aprova pedido para reforçar segurança de Vorcaro na prisão

Redação com web

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um pedido para que a Polícia Federal reforce a proteção ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, por risco à sua integridade, especialmente diante de possível delação premiada. A medida ocorre após a morte de um investigado ligado ao caso, aumentando a preocupação com a segurança no sistema prisional. Vorcaro é acusado de fraudes financeiras no Banco Master e de intimidar jornalistas e envolvidos nas investigações.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 17, um requerimento que solicita à Polícia Federal a adoção de medidas extraordinárias para garantir a integridade física do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso no âmbito das investigações sobre o Banco Master.

De autoria do deputado Messias Donato (Republicanos-ES), o pedido foi endossado pelo colegiado em meio à avaliação de que Vorcaro pode se tornar alvo dentro do sistema prisional — especialmente diante da possibilidade de firmar um acordo de delação premiada.

A preocupação dos parlamentares ganhou força após episódios recentes envolvendo investigados do caso, incluindo a morte de um suspeito, conhecido como “Sicário”, sob custódia. A bancada responsável pelo requerimento é formado por políticos da oposição, que cobram a polícia sobre os protocolos de segurança adotados na prisão.

Prisão

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF).

O ministro André Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF, após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas aos outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

A investigação citou mensagens encontradas no celular do banqueiro, que foi apreendido pela PF, nas quais ele ameaçou Lauro Jardim, jornalista do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário. Mourão também foi preso na terceira fase da operação e tirou a própria vida na carceragem da PF, em Belo Horizonte.

Redação com web

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