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Com queda da inflação, governo reduz projeção para o valor do salário mínimo de 2026
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Brasil/Mundo

Com queda da inflação, governo reduz projeção para o valor do salário mínimo de 2026

Redação com web

O governo federal reduziu a previsão do salário mínimo de 2026 de R$ 1.631 para R$ 1.627, devido à desaceleração da inflação. O valor final dependerá do INPC de 12 meses e da variação real do PIB, limitada a 2,5%. Com a inflação em queda — IPCA de 0,09% em outubro e IPCA-15 de 0,20% em novembro — a projeção menor ajuda a reduzir gastos com benefícios vinculados ao mínimo, como aposentadorias, que atingem cerca de 28 milhões de pessoas. O impacto fiscal, porém, dependerá da evolução da base de beneficiários e das decisões do Congresso.

Em meio à desaceleração da inflação, o governo federal reduziu as estimativas para o salário mínimo de 2026 de R$ 1.631 para R$ 1.627. A informação foi divulgada inicialmente pelo G1 e confirmada pela IstoÉ Dinheiro. O salário mínimo atual é de R$ 1.518.

“A estimativa do salário mínimo reflete variação nos parâmetros, e o seu valor definitivo só será conhecido no início do ano”, explica o ministério do Planejamento em nota.

O reajuste levará em conta o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 12 meses, que só ficará disponível a partir da data 10 de dezembro. Também irá considerar a variação real do PIB (Produto Interno Bruto), com um teto de 2,5%, garantindo assim também uma valorização real no salário mínimo.

O Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, desacelerou para 0,09% em outubro, a menor para o mês desde 1998, quando foi registrado 0,02%. A alta do indicador desacelerou em meio a um cenário de alta de juros, com a Selic em 15% ao ano.

Em novembro, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,20%. Com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular alta de 4,50% nos últimos 12 meses.

Salário mínimo menor pode reduzir risco fiscal

Em nota, o Ministério do Planejamento explica que “a projeção menor tem o efeito de reduzir os gastos com aposentadorias, pensões e outros benefícios”. Tais benefícios sociais estão atrelados ao salário mínimo e assim são reajustados. Atualmente, 70% das aposentadorias ou cerca de 28 milhões de segurados recebem um salário mínimo.

Ainda segundo o órgão, a certeza sobre uma redução da pressão fiscal no entanto depende de outros fatores, “como a variação da base de beneficiários, cabendo ao congresso avaliar a conveniência e oportunidade de alterar as estimativas dos gastos previdenciários e sociais durante a tramitação do PLOA, podendo a estimativa também ser reavaliada durante as avaliações bimestrais ao longo de 2026”.

Redação com web

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