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Chances de federação entre PT e PSOL são mínimas, avaliam membros
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Política

Chances de federação entre PT e PSOL são mínimas, avaliam membros

Redação com web

Dirigentes do Partido Socialismo e Liberdade avaliam como pequena a chance de aprovar uma federação partidária com o Partido dos Trabalhadores, com cerca de 75% do partido sendo contrário à proposta. A ideia foi defendida pelo presidente do PT, Edinho Silva, em negociações com Paula Coradi, mas enfrenta resistência interna por temores de perda de independência política. Apenas o grupo ligado ao ministro Guilherme Boulos apoia a união, enquanto a maioria prefere manter a autonomia do partido e a federação atual com a Rede Sustentabilidade.

Membros do PSOL veem como mínimas as chances de o partido aprovar uma federação partidária com o PT para os próximos quatro anos e defendem a manutenção da independência da legenda. A avaliação interna é de que a proporção fique em cerca de 75% contra a federação e 25% favorável. Uma reunião neste sábado, 7, deve definir qual será o futuro da legenda.

A ideia da federação partidária partiu do PT, que abriu negociações com os psolistas no fim do ano passado. Um dos maiores defensores da proposta é Edinho Silva, que comanda o PT e lidera as conversas com Paula Coradi, presidente do PSOL. Eles chegaram a ter uma conversa há cerca de três semanas, em que Edinho reforçou a manutenção da independência do PSOL. O argumento é que a junção de forças seria necessária para manter uma base consolidada em meio às mudanças nas regras eleitorais, além de focar em táticas eleitorais para ganhar força no Congresso Nacional.

Apesar disso, a tese está longe de aprovação dos correligionários. Apenas a Revolução Solidária, grupo do partido que tem Guilherme Boulos — ministro da Secretaria-Geral da Presidência — como líder, apoia a proposta. Nas contas de aliados do ministro, o PSOL seria o fiel da balança para o PT nas eleições e tem ganhado espaços maiores na política brasileira. À IstoÉ, fontes, inclusive, citaram a ida de Boulos para o segundo turno das eleições em São Paulo como exemplo da importância da legenda para o PT.

Os demais grupos, até o momento, se posicionam contra a federação, incluindo Paula Coradi. Alguns afirmam que a legenda ficaria quatro anos sob o guarda-chuva do PT, o que poderia minar o partido nos próximos anos e defendem a manutenção da federação com a Rede.

Redação com web

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