Assine a newsletter
Caso Master: dois funcionários do BC são afastados e usarão tornozeleira eletrônica
Divulgação
Brasil/Mundo

Caso Master: dois funcionários do BC são afastados e usarão tornozeleira eletrônica

Redação com web

Na terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, dois servidores do Banco Central do Brasil foram afastados por suspeita de ligação com o Banco Master. Paulo Sérgio Neves de Sousa e Bellini Santana são acusados de prestar consultoria informal ao banqueiro Daniel Vorcaro, orientando estratégias em processos administrativos. Ambos deverão usar tornozeleira eletrônica, estão proibidos de contato com investigados e de acessar o BC. O Master está em liquidação extrajudicial desde novembro de 2025, e a crise já levou à intervenção em oito instituições financeiras.

A terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master e levou Daniel Vorcaro de volta à prisão, também determinou o afastamento de dois funcionários do Banco Central (BC). Esta é a primeira ação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça depois que assumiu a relatoria do caso.

O ministro do STF determinou o afastamento de Paulo Sérgio Neves de Sousa, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (DESUP) do BC, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (DESUP) do Banco Central.

A decisão de Mendonça determina que os dois usem tornozeleira eletrônica e também proíbe que eles mantenham contato com testemunhas e outros investigados no caso ou que saem da cidade que residem. Os dois também ficam proibidos de frequentar ou mesmo de acessar as dependências do Banco Central.

Segundo a investigação, Souza prestava consultoria informal a Vorcaro, “fornecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com os dirigentes da autarquia”.

Já Belline atuaria como uma “espécie de empregado/consultor” de Vorcaro, tendo participado de reuniões privadas com o dono do Master fora das dependências do Banco Central, “nas quais foram discutidos temas estratégicos relativos à atuação e ao posicionamento do Banco
Master perante a autoridade reguladora”.

A IstoÉ Dinheiro procurou o Banco Central, mas não houve manifestação da autarquia sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

O BC decretou no dia 18 de novembro de 2025 a liquidação extrajudicial do Banco Master. A quebra do Master provocou até agora a intervenção do Banco Central em oito instituições financeiras. A maior parte delas (5) estava diretamente ligada a Vorcaro. As outras três não faziam parte do mesmo grupo, mas mantinham relações muito próximas e acabaram seguindo o mesmo caminho da liquidação. Veja aqui a lista.

Redação com web

Comentários

0 comentário(s)

Já tenho cadastro

Entre com seus dados para comentar.

Esqueci minha senha

Quero me cadastrar

Crie sua conta de leitor para participar das discussões.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Notícias relacionadas