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Cármen Lúcia aponta desinformação e inteligência artificial como desafios das eleições
A ministra disse que a inteligência artificial representa um elemento novo, capaz de transformar a forma como informações são divulgadas e até propagar falsidades.
Política

Cármen Lúcia aponta desinformação e inteligência artificial como desafios das eleições

CBN

Eleições 2026

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou a desinformação e o uso da Inteligência artificial como desafios das eleições deste ano. Ela também defendeu o direito ao voto sem qualquer restrição, pressões internas e sem abusos de quem quer que seja.

 

 

Durante discurso na abertura de um seminário para servidores de TREs de todo o país, Cármen Lúcia defendeu uma vigilância, mas com preservação da liberdade de expressão.

 

"A inteligência artificial é sim um dado novo que pode levar a uma transformação até de situações que o tempo todo fazem com que falsidades passem para todos nós como se fossem situações verídicas, sendo que não há correspondência entre o fato e o que você recebe em redes sociais, pelas vias tecnológicas. Portanto, nós temos que também garantir as liberdades no sentido de fazer com que essas tecnologias sejam utilizadas de maneira transparente para se saber o que foi manipulado, como foi manipulado, se houve essa manipulação, como será essa retirada sem, de alguma forma, restringir, limitar ou até extinguir a liberdade de expressão."

 

Apesar da fala da presidente do TSE, a minuta com as regras para as eleições deste ano que foi divulgada pelo Tribunal não traz atualização sobre o uso da Inteligência Artificial. Porém, a Corte está com prazo aberto para receber sugestões. Também presente ao evento, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reafirmou a independência da PF durante o processo eleitoral.

 

"A Polícia Federal tem cumprido o seu papel na face mais visível de todos, que é parte operacional dos nossos trabalhos investigativos, com independência, com autonomia, sem perseguir e sem proteger. E isso nós temos, felizmente, obtido bons resultados, que a gente quer também levar para o processo eleitoral."

 

O diretor da PF também afirmou que todos os candidatos que quiserem, terão a proteção da PF. Ainda disse que haverá atenção da polícia a investigação de crimes eleitorais envolvendo facções criminosas.

CBN

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