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Café ou chá? Estudo revela qual bebida protege melhor os ossos das mulheres
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Saúde

Café ou chá? Estudo revela qual bebida protege melhor os ossos das mulheres

Redação com web

Um estudo com 10 mil mulheres acima de 65 anos mostrou que o chá pode contribuir levemente para a densidade óssea, enquanto o café é seguro em doses moderadas, mas acima de cinco xícaras diárias pode acelerar a perda óssea. A prevenção da osteoporose na pós-menopausa depende de cálcio, vitamina D, atividade física, prevenção de quedas e moderação no café e álcool, reforçando que hábitos saudáveis complementam, mas não substituem, tratamentos médicos quando necessários.

Para milhões de brasileiros, o dia só começa após uma xícara de café ou chá. No entanto, para as mulheres que cruzaram a barreira dos 65 anos, essas bebidas podem ter impactos distintos na saúde do esqueleto. Um amplo estudo publicado recentemente na revista científica Nutrients, derivado do Study of Osteoporotic Fractures, trouxe novos dados para o debate: enquanto o chá parece oferecer uma leve proteção à densidade mineral óssea, o café exige cautela no volume consumido.

Resumo

  • Estudo longitudinal: pesquisa publicada na Nutrients acompanhou 10 mil mulheres com mais de 65 anos por uma década.
  • Benefício do chá: a ingestão regular de chá mostrou uma associação positiva com a densidade óssea do quadril e do colo do fêmur.
  • O papel do café: o café não prejudica os ossos em doses moderadas, mas o excesso (mais de 5 xícaras/dia) acende o alerta.
  • Perfil de risco: mulheres na pós-menopausa são as mais afetadas pela perda óssea devido à queda do estrogênio.
  • Recomendação: a moderação e a ingestão adequada de cálcio e vitamina D continuam sendo os pilares da prevenção.

A pesquisa acompanhou quase 10 mil mulheres idosas ao longo de dez anos, focando especificamente em fraturas por osteoporose. Os resultados indicaram que as consumidoras frequentes de chá apresentaram uma densidade óssea no quadril ligeiramente superior àquelas que não tinham o hábito. Por outro lado, o café — o queridinho nacional — manteve-se neutro na maioria dos casos, desde que não ultrapassasse o limite da moderação.

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A fronteira da moderação

O grande vilão não é a cafeína em si, mas a dose. Segundo a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, o consumo de até duas ou três xícaras de café por dia não representa um risco significativo. “O problema surge com o excesso, acima de cinco xícaras diárias, que pode estar relacionado a uma maior excreção de cálcio pela urina e, consequentemente, a uma perda óssea acelerada”, pontua a médica.

Para mulheres que já possuem diagnóstico de osteoporose ou alto risco de fraturas, a regra é o equilíbrio. A especialista ressalta que o achado sobre o chá, embora positivo, tem uma relevância mais populacional do que individual. Ou seja, beber chá não substitui o tratamento medicamentoso ou a suplementação quando indicados, mas pode ser um hábito coadjuvante benéfico.

O fator hormonal: por que as mulheres estão no alvo?

A osteoporose é uma condição caracterizada pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo. No corpo feminino, essa jornada é ditada pelos hormônios. Com a chegada da menopausa, a queda drástica do estrogênio — hormônio que atua como um “escudo” para os ossos — acelera a reabsorção óssea. Estima-se que um terço das mulheres acima dos 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica (geralmente no fêmur, coluna ou punho) ao longo da vida.

Diagnóstico e prevenção em 2026

O diagnóstico padrão-ouro continua sendo a densitometria óssea, um exame rápido e indolor que mede a massa óssea em locais críticos. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) são claras: o teste é indispensável para todas as mulheres a partir dos 65 anos. Contudo, se houver fatores de risco como menopausa precoce, histórico familiar, tabagismo ou uso crônico de corticoides, o exame deve ser antecipado.

Para proteger o esqueleto durante o envelhecimento, os pilares fundamentais permanecem inalterados:

  1. Cálcio e vitamina D: ingestão adequada via dieta ou suplementação orientada.
  2. Atividade física: exercícios de impacto e musculação são essenciais para “avisar” o osso que ele precisa se manter forte.
  3. Prevenção de quedas: adaptação da casa e exercícios de equilíbrio.
  4. Estilo de vida: moderação no álcool e no café, e abandono do tabagismo.

Em suma, seu “cafezinho” da tarde está liberado, mas certifique-se de que ele venha acompanhado de uma dieta rica em cálcio e uma rotina de movimentos. O chá, por sua vez, pode ser um brinde extra à saúde do seu quadril.

Com informações da Agência Einstein

Redação com web

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