Bolsonaro tem melhora na função renal, mas equipe médica amplia antibióticos
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, tratando uma pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. Segundo boletim médico, houve melhora na função renal, mas também aumento de marcadores inflamatórios, levando à ampliação do uso de antibióticos e à intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Sem previsão de alta, a defesa do ex-presidente, apoiada pelo senador Flávio Bolsonaro, prepara um novo pedido de prisão domiciliar humanitária ao Supremo Tribunal Federal, alegando que o estado de saúde torna inadequada a permanência em ambiente carcerário.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora na função renal, porém segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o novo boletim médico divulgado neste domingo, 15, houve uma nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, o que obrigou a equipe médica a ampliar a cobertura dos antibióticos utilizados no tratamento.
Bolsonaro está internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral, condição desencadeada por um episódio de broncoaspiração. O quadro de saúde do ex-presidente exige suporte clínico intensivo e, segundo a instituição, houve uma intensificação nas sessões de fisioterapia respiratória e motora.
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No sábado, 14, o hospital havia registrado uma piora na função renal, preocupação que foi mitigada nas últimas 24 horas com a evolução positiva desse indicador específico. O documento é assinado pelos médicos Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. (coordenador da UTI) e pelo diretor geral da unidade, Allisson B. Barcelos Borges.
Ofensiva jurídica
Diante da gravidade do estado de saúde, a defesa de Bolsonaro prepara uma nova investida jurídica. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que os advogados aguardam a emissão de um laudo médico detalhado sobre a atual internação para protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A estratégia da defesa é utilizar a evolução do quadro de pneumonia bacteriana e a necessidade de suporte intensivo para sensibilizar o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Flávio Bolsonaro, a estrutura hospitalar e os cuidados permanentes exigidos pelo ex-presidente reforçam a tese de que o ambiente carcerário é inadequado para a manutenção de sua integridade física. O parlamentar reiterou que a manutenção da prisão preventiva, sob estas condições clínicas, representa um risco iminente à vida do pai.