Bolsonaro é internado em hospital para passar por cirurgia no ombro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira para realizar uma cirurgia no ombro direito devido a dores recorrentes. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes após parecer favorável da PGR. Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária por questões de saúde, havia sido internado anteriormente por problemas respiratórios e passou por exames pré-operatórios antes da cirurgia.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio de suas redes sociais nesta sexta-feira, 1º, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi encaminhado ao hospital para a realização de um procedimento cirúrgico no ombro direito. Na publicação, Michelle pediu orações pelo sucesso da operação de seu marido, a quem se referiu como “meu galego”.
“Estamos realizando alguns exames para segurança do procedimento cirúrgico, acreditamos que em torno de 10 horas”, disse Alexandre Firmino, ortopedista do ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou Bolsonaro a passar pelo procedimento após a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar, na última semana, de forma favorável ao pedido da defesa para a realização da cirurgia.
De acordo com relatórios médicos enviados anteriormente à Suprema Corte, a principal queixa de Bolsonaro no momento diz respeito a “dores recorrentes e intermitentes no ombro direito”. O incômodo se manifestaria tanto em períodos de repouso quanto durante a movimentação do membro superior.
O parecer assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet destacou que, embora o ex-presidente tenha apresentado uma “melhora progressiva do quadro respiratório” e a “estabilização das crises de soluço” — problemas que motivaram sua internação anterior —, a indicação cirúrgica para o ombro tornou-se necessária para o tratamento do quadro doloroso.
Prisão domiciliar
Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, encontra-se em regime de prisão domiciliar humanitária, concedido por 90 dias em março deste ano. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após o ex-presidente ser diagnosticado com “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”.
À época, o estado de saúde do ex-mandatário exigiu duas semanas de tratamento intensivo em unidade hospitalar. O último boletim médico, assinado pelo médico Brasil Caiado, indicava que o paciente deveria passar por exames complementares de controle pré-operatório antes de ser submetido à intervenção realizada nesta sexta-feira.