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Base governista atribui nova tarifa dos EUA ao Brasil à articulação da família Bolsonaro
Flávio e Eduardo Bolsonaro — Foto: Reprodução/Instagram
Política

Base governista atribui nova tarifa dos EUA ao Brasil à articulação da família Bolsonaro

CBN

"Ataque contra o Brasil"

A base governista já aponta os culpados por mais um episódio que pode penalizar a economia brasileira: a família Bolsonaro. A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre os produtos brasileiros gerou forte reação política em Brasília.

O deputado federal Lindbergh Farias classificou a medida americana como um "ataque contra o Brasil" e disse que a situação é "inaceitável". Ele acusou os filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, de conspirarem contra o país.

Um dos pontos que mais irritou a base governista no documento americano é a acusação de que o Banco Central brasileiro estaria usando o Pix para prejudicar empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos.

 

"Olha, inaceitável esse ataque contra o Brasil. Olha, o PIX é uma tecnologia brasileira. Dizer que o PIX está prejudicando os cartões de crédito norte-americanos e querer nos penalizar é um absurdo. Agora vocês vejam, o Flávio Bolsonaro e o Eduardo Bolsonaro acabam conspirando contra o Brasil, trabalhando contra os brasileiros".

"Novamente vieram com tarifas, mas da forma mais injusta possível. Tarifas contra o Brasil, porque o Brasil tem uma tecnologia própria, como se nós tivéssemos que ficar dependentes e reféns dos cartões de crédito norte-americanos. Isso é um escândalo. A decisão do presidente Lula é defender o Brasil. O Brasil é dos brasileiros. O PIX é do Brasil".

Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou publicamente. Mas, nos bastidores, uma fonte do Itamaraty informou que o Ministério das Relações Exteriores já está analisando as medidas e os próximos passos, e que uma posição oficial deve ser divulgada em breve.

A decisão final sobre a tarifa de 25% está nas mãos do presidente Donald Trump. A medida aumenta a pressão sobre o governo Lula e acontece logo após os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Fatos que ocorreram após a visita do pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro a Trump na semana passada, nos EUA.

CBN

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