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Assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro é crítico de Moraes e próximo de Eduardo
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Brasil/Mundo

Assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro é crítico de Moraes e próximo de Eduardo

Redação com web

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização excepcional para que Darren Beattie, assessor ligado ao governo de Donald Trump, visite o ex-presidente no Complexo da Papuda na próxima semana. O pedido alega que Beattie estará no Brasil por pouco tempo em agenda oficial, o que impediria a visita nos dias normais. Atualmente assessor especial para o Brasil no Departamento de Estado dos EUA, Beattie é próximo de aliados de Bolsonaro e já se envolveu em polêmicas por críticas a Moraes e declarações controversas.

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou nesta terça-feira, 10, a visita de Darren Beattie, assessor de Trump, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde o ex-presidente está preso.

Endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da execução penal envolvendo o ex-presidente, o pedido solicita a autorização excepcional para que Beattie possa visitar Bolsonaro na segunda ou na terça-feira da próxima semana, quando fará sua primeira visita ao país desde que foi nomeado para o cargo, há duas semanas.

“O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)”, diz o pedido dos advogados do ex-presidente.

Quem é Darren Beattie

Atualmente assessor especial para o Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie mantém proximidade com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o ativista Paulo Figueiredo.

Sua atuação, no entanto, é marcada por tensões diplomáticas: em agosto, Beattie descreveu o ministro Alexandre de Moraes, no X, como o “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra Bolsonaro“.

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, Beattie atuou como redator de discursos, mas acabou exonerado em 2018 após vir a público sua participação em um evento frequentado por nacionalistas brancos.

Mais recentemente, na campanha presidencial de 2024, ele sugeriu que a inteligência americana poderia estar por trás das tentativas de assassinato contra Trump. Além disso, enfrentou acusações de racismo e sexismo por afirmar em suas redes sociais que “homens brancos competentes devem estar no comando para que as coisas funcionem”.

Antes de chegar ao Departamento de Estado, Beattie atuou como estrategista político e empreendedor de mídia. Como acadêmico, lecionou teoria política nas universidades de Duke e Humboldt, em Berlim. Sua formação inclui uma graduação em matemática pela Universidade de Chicago e um doutorado pela Universidade Duke.

*Com informações da Reuters

Redação com web

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