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Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro
Foto: Freepik
Saúde

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro

IG

Retirada do mercado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata do mercado de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida associadas às marcas Synedica e TG, popularizadas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”. A resolução também impõe a proibição integral da retatrutida, independentemente do fabricante ou da apresentação comercial.

O apelido “canetas do Paraguai” vem da prática de brasileiros comprarem medicamentos à base de tirzepatida em farmácias no Paraguai, onde muitos oferecem tirzepatida sem receita médica e a preços muito mais baixos, e depois revendê-los informalmente nas redes sociais.

 

Esse comércio paralelo não significa que exista um produto oficialmente aprovado ou supervisionado sanitariamente no Brasil. Na realidade, muitos itens circulam sem garantia de origem ou qualidade, e grande parte não possui registro nos órgãos reguladores, o que amplia a suspeita de contrabando e falsificação.

Synedica

Reprodução Synedica

Synedica

 

De acordo com a entidade, os produtos vinham sendo anunciados e comercializados sem qualquer tipo de registro sanitário no Brasil, requisito obrigatório para a venda de medicamentos.

A prática foi identificada principalmente em perfis e páginas de redes sociais, que promoviam as canetas como alternativas para emagrecimento rápido, sem comprovação científica e fora dos critérios regulatórios exigidos no país.

TG

Governo de Mato Grosso do Sul

TG

 

O que diz a medida da Anvisa

 

A medida, publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União, determina não apenas a apreensão dos itens encontrados, mas também a suspensão de todas as atividades relacionadas a esses produtos. A proibição abrange fabricação, importação, distribuição, propaganda, comercialização e uso, valendo para qualquer pessoa física ou jurídica envolvida na divulgação ou venda, inclusive por meios digitais.

A Anvisa ressalta que a ausência de registro impede a verificação de aspectos essenciais, como composição, origem, condições de armazenamento e controle de qualidade. Sem essas garantias, não há como assegurar que os medicamentos sejam seguros ou eficazes, o que pode representar riscos relevantes à saúde dos consumidores.

Anvisa recolhe 26 produtos em três dias de 2026; veja lista.

Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Anvisa recolhe 26 produtos em três dias de 2026; veja lista.

 

Canetas emagrecedoras em fase experimental

O texto da resolução também chama atenção para a retatrutida, substância experimental que integra a mesma classe terapêutica de outros medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes, como os agonistas de GLP. O composto tem despertado interesse por prometer resultados ainda mais expressivos na perda de peso, mas permanece em fase de estudos clínicos.

Isso significa que a retatrutida ainda não foi aprovada para uso amplo nem distribuída oficialmente por empresas responsáveis por sua pesquisa e desenvolvimento. Assim, qualquer produto que alegue conter a substância está, necessariamente, à margem da regulação sanitária.

Leia também

 

Segundo a Anvisa, medicamentos vendidos nessas condições não oferecem garantias mínimas de segurança, eficácia ou qualidade. O consumo pode provocar efeitos adversos desconhecidos, além de atrasar o acesso a tratamentos adequados, orientados por profissionais de saúde.

A agência reforça que a compra de medicamentos deve ocorrer apenas em estabelecimentos regularizados e com prescrição médica quando exigida. A população também é orientada a desconfiar de ofertas feitas pela internet, especialmente aquelas que prometem resultados rápidos ou milagrosos, e a denunciar práticas irregulares aos canais oficiais de vigilância sanitária.

IG

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