Anvisa proíbe comercialização das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu totalmente as canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral por não possuírem registro e terem origem desconhecida, determinando a apreensão e retirada imediata do mercado. Segundo o órgão, esses produtos representam riscos graves à saúde, pois não há garantia de qualidade, segurança ou eficácia, além de terem sido amplamente divulgados de forma irregular na internet.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação e propaganda das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral. A decisão, publicada por meio da Resolução RE nº 1.519 no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 15, atinge todos os lotes dos produtos, que são vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, mas não possuem registro ou notificação junto ao órgão regulador brasileiro.
A medida foi adotada após a constatação de que os dispositivos são produzidos por empresas não identificadas e vinham sendo amplamente divulgados por meio da internet. Além da proibição de venda e uso, a agência determinou a apreensão e o recolhimento imediato de todas as unidades disponíveis no mercado nacional.
Riscos à saúde e procedência ignorada
De acordo com o órgão regulador, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantias sobre o conteúdo, a qualidade ou a eficácia das substâncias. A agência reforça que os itens não devem ser utilizados em nenhuma hipótese, uma vez que a ausência de controle sanitário oferece riscos severos e imprevisíveis aos consumidores.
A proibição abrange:
- A apreensão, comercialização e distribuição de qualquer lote;
- A fabricação, importação e o uso dos produtos;
- Toda e qualquer propaganda ou publicidade em meios físicos ou virtuais.
A fiscalização e o cumprimento da norma ficam sob responsabilidade das autoridades sanitárias locais e estaduais. A Anvisa orienta que pacientes ou profissionais de saúde que identifiquem a venda dessas marcas entrem em contato com a agência ou com a Vigilância Sanitária (Visa) local para formalizar a denúncia.
Até o fechamento desta edição, não houve manifestação de responsáveis pela fabricação ou distribuição dos produtos citados.