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Anitta e Tata Werneck ajudam a dar visibilidade à endometriose no Março Amarelo
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Anitta e Tata Werneck ajudam a dar visibilidade à endometriose no Março Amarelo

Redação com web

O Março Amarelo reforça a conscientização sobre a endometriose, doença que atinge cerca de 1 em cada 10 mulheres e pode causar dor intensa e infertilidade. O tema ganhou visibilidade com relatos de famosas como Anitta, Patrícia Poeta e Larissa Manoela, ajudando a incentivar o diagnóstico precoce. Especialistas destacam que os sintomas não devem ser ignorados e que o tratamento, individualizado, pode incluir controle da dor e estratégias para preservar a fertilidade.

O mês de março é marcado pela campanha mundial de conscientização sobre a endometriose, o chamado Março Amarelo. Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais espaço com relatos públicos de celebridades que convivem com a doença e ajudaram a ampliar a discussão. Nomes como Anitta, Patrícia Poeta, Tata Werneck, Wanessa Camargo, Larissa Manoela, Adriana Esteves e Malu Mader já falaram abertamente sobre o diagnóstico, chamando atenção para uma condição que ainda é subdiagnosticada.

A endometriose acontece quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina e pode atingir órgãos como ovários, trompas, bexiga e intestino. Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endometriose, a doença atinge cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva e pode estar relacionada a aproximadamente 30% dos casos de infertilidade feminina.

Para o especialista em reprodução assistida Dr. Wilson Jaccoud*, diretor médico técnico da Fert-Embryo, a visibilidade trazida por figuras públicas ajuda diretamente na busca por diagnóstico. Muitas mulheres passam anos lidando com dores intensas sem imaginar que podem estar relacionadas à endometriose. Quanto antes a condição é identificada, maiores são as chances de preservar a qualidade de vida e o planejamento reprodutivo.

O tratamento varia de acordo com cada caso e leva em consideração fatores como idade, intensidade dos sintomas, extensão da doença e o desejo de engravidar. De acordo com a ginecologista Dra. Mariane Nadai*, docente da Universidade de São Paulo, a abordagem precisa ser individualizada. Existem opções clínicas que ajudam no controle da dor e, em alguns casos, estratégias de reprodução assistida que podem aumentar as chances de gravidez. A avaliação deve considerar o quadro completo da paciente.

Nos últimos anos, o Brasil registrou um aumento significativo na busca por preservação da fertilidade. Dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostram que o número de ciclos de congelamento de óvulos em mulheres de 35 anos quase dobrou entre 2020 e 2023. O movimento reflete uma maior conscientização sobre planejamento reprodutivo e saúde feminina.

Durante o Março Amarelo, especialistas reforçam a importância de atenção aos sinais do corpo. Dores menstruais incapacitantes e dificuldade para engravidar não devem ser normalizadas. A campanha busca ampliar o acesso à informação, combater a desinformação e incentivar que mais mulheres procurem avaliação médica.

Redação com web

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