Aliados de Flávio Bolsonaro comemoram Quaest, mas mantêm cautela sobre números
Pesquisa Quaest indica que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno (42% a 40%), o que aliados interpretam como sinal de fortalecimento de sua pré-candidatura e desgaste do governo. Apesar disso, há cautela no entorno do senador. O levantamento também mostra Lula ainda liderando no primeiro turno (37% a 32%) e um eleitorado dividido, com rejeição tanto ao retorno do bolsonarismo quanto à continuidade do atual governo.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemoraram a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15, que mostra o parlamentar numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto. O levantamento da Quaest indica que Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto em um cenário de segundo turno, contra 40% de Lula.
Pessoas próximas de Flávio fazem a leitura de que o levantamento indica uma sustentação da pré-candidatura, além de refletir os acenos mais moderados que Flávio tem feito ao eleitorado nas últimas semanas. Apesar disso, integrantes do entorno do senador têm tratado os números com cautela.
O que aconteceu
- Uma pesquisa Quaest divulgada em 15 de maio mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula em um cenário de 2º turno, com 42% a 40%.
- Aliados do senador interpretam o resultado como sinal de sustentação da pré-candidatura e desgaste do governo Lula.
- Críticas de adversários, como Lindbergh Farias e André Janones, são vistas como um impulso para o senador do PL.
Na avaliação de um aliado, a construção de palanques estaduais também tem contribuído para dar mais robustez à campanha e ajudar a projetar uma imagem mais “tranquila” do senador. O mesmo interlocutor afirma que os dados captam um movimento de desgaste do governo federal e um desejo de parte do eleitorado por uma alternativa. Já outros aliados apontam que críticas de adversários têm funcionado como combustível para a candidatura.
Um deputado do PL avalia que ataques feitos pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Avante-MG) têm produzido efeito inverso ao esperado e contribuído para impulsionar Flávio nas pesquisas. Os deputados, que são próximos de Lula, têm feito uma ofensiva contra Flávio nas redes sociais.
“Isso mostra que a estratégia de ataques do Lindbergh e do Janones estão mais ajudando Flávio do que atrapalhando”, disse, sob reserva.
O levantamento da Quaest indica que embora Lula apareça atrás no segundo turno, o petista mantém a liderança consolidada na primeira etapa da eleição. O atual chefe do Planalto conta com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio segue na cola com 32% dos eleitores. A pesquisa também aponta que 43% dos entrevistados dizem temer um retorno do bolsonarismo, enquanto 42% afirmam não querer a continuidade do atual governo.