7 curiosidades sobre o peru para contar na ceia de Natal
O peru tornou-se tradição na ceia de Natal brasileira no século XX, influenciado por costumes norte-americanos e europeus, e hoje é consumido majoritariamente nessa época do ano. A produção é concentrada no Sul, dominada por poucas empresas, voltada principalmente para aves fêmeas e marcada por consumo altamente sazonal em dezembro, o que impacta os preços. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador mundial, atrás dos Estados Unidos, com um sistema de produção modernizado que reduziu significativamente o tempo de criação das aves.
O peru é uma das aves mais consumidas pelos brasileiras durante as celebrações de Natal. O animal chegou até o Brasil por intermédio dos portugueses, mas foi apenas no século XX que a tradição de preparar a ave especificamente no fim de ano se consolidou, sob forte influência da cultura norte-americana e europeia.
1. Macho x Fêmea
No Brasil, as aves que ocupam um lugar de destaque na ceia de Natal são fêmeas. Com pesos que variam entre quatro e seis quilos, as fêmeas são muito menores que os machos, que podem chegar a pesar 14 quilos. Aliás, são os machos que fazem o barulho característico dos perus (glu-glu-glu).
2. Produção concentrada
A produção de peru no Brasil está concentrada na região Sul do país. O Rio Grande do Sul é responsável por maior parte da oferta, com uma fatia de 46% do plantel nacional. Os gaúchos são seguidos de perto por Santa Catarina, com 42%, distantes do terceiro lugar que fica com o Paraná, responsável por 11% das aves em produção.
3. Apenas dois produtores
Apesar de a tradição de comer peru no Natal esteja espalhada por todo o Brasil, apenas duas empresas atuam na produção das aves. A JBS, com a marca Seara e a MBRF – fusão das empresas Marfrig e BRF -, com as marcas Sadia e Perdigão dominam a produção e comércio das aves no Brasil. Ainda que possam existir outras marcas, muito provavelmente as aves saíram de um dos criatórios dessas empresas.
4. Consumo sazonal
Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um aumento do consumo de carne de peru no dia a dia, especialmente o peito fatiado em forma de embutido. Contudo, cerca de 85% de todo o consumo de peru por aqui acontece no mês de dezembro, em forma da ave inteira, o que tradicionalmente deixa o produto mais caro.
5. Exportador importante
Os Estados Unidos dominam o comércio internacional de carne de peru. A expectativa é que os americanos exportem pouco mais de 184 mil toneladas em 2025. O Brasil se consolidou com segundo maior exportador do mundo, embarcando 64 mil toneladas no ano passado e cerca de 60 mil até novembro deste ano.
6. Produção brasileira x americana
O Brasil também é o segundo maior produtor do mundo, novamente, atrás dos Estados Unidos. Enquanto a produção doméstica gira ao redor de 165 mil toneladas por ano, os americanos vão produzir cerca de 2,2 milhões de toneladas. A diferença tão grande não é por acaso. Só no Natal, os americanos consomem 22 milhões de aves, mas o grande dia de consumo é o Dia de Ação de Graças, quando 46 milhões de perus vão para as mesas.
7. Idade de abate
Na década de 80 um peru levava cerca de 140 dias do nascimento até atingir o peso ideal de abate. Com o melhoramento genético das espécies, avanços na nutrição e nos sistemas de produção, hoje, um peru leva de 60 a 62 dias para ficar pronto para ir aos frigoríficos e às mesas dos consumidores.